CULTURA

  • Jorge Campos

Há 18 meses, perdidos numa ponte



Guaidó e o chefe Leopoldo Lopéz, totalista das tentativas de golpe na Venezuela desde 2002. Lopez foi "libertado" da prisão domiciliária em que se encontrava e foi ter com o discípulo a uma ponte onde se concentravam algumas dezenas de pessoas e mais uns quantos indivíduos fardados para a televisão. A ideia era apelar à mobilização geral do povo contra a "ditadura", aguardar a chegada de uma guarda pretoriana constituída a partir da deserção em massa das forças armadas bolivarianas e tomar o Palácio de Miraflores. Seria a "operação liberdade". Lopez tratou de se pôr a milhas tão cedo quanto lhe foi possível e foi enfiar-se na embaixada de Espanha. A Espanha, por sinal, mantém presos nove independentistas da catalunha, mas protege um golpista profissional. Hoje, o povo de Guaidó assobiou para o ar. As forças armadas ficaram onde sempre estiveram. Maduro continua em Miraflores. O John Bolton veio dizer como tudo tinha sido combinado. O Mike Pompeo voltou a ameaçar com a intervenção armada. E as televisões andam atarantadas sem perceberem porque razão as coisas não aconteceram como estava previsto no guião.

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