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NDR

Foto do escritor: Jorge Campos
Jorge Campos
12 de out. de 2020
1 min de leitura


No dia 26 de julho de 1953, 165 homens comandados por Fidel Castro assaltaram o quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, cuja guarnição era composta por mais de mil soldados. Foi o primeira tentativa de derrubar o ditador Fulgencio Baptista, um fantoche ao serviço de Washington. A operação falhou. Mas poucos anos volvidos a revolução venceu e acabou com o regime de um país na altura olhado como o casino e o bordel dos Estados Unidos. O património da esquerda é feito de vitórias e derrotas, erros e conquistas. Avaliá-lo é uma obrigação. Esquecê-lo é perder a perspectiva. O 26 de julho é o dia da rebeldia.

 
 
 
Foto do escritor: Jorge Campos
Jorge Campos
11 de out. de 2020
2 min de leitura

Atualizado: 5 de ago.



três das principais publicações científicas do mundo - Lancet, New England Journal of Medicine e Scientific American manifestaram-se de forma inédita contra o presidente americano. acusam Donald Trump de de estar a lidar com a pandemia de forma totalmente irresponsável, gerando o caos na saúde pública e uma hecatombe de mortes. a Scientific American foi ao ponto de tomar uma iniciativa inédita ao longo dos seus 175 anos de existência declarando o apoio a um candidato presidencial, neste caso Joe Biden. aparentemente, nada disto tira o sono ao inquilino da Casa Branca onde, de resto, o número de infetados não para de crescer. depois de ter saído do hospital onde se sujeitou a um tratamento experimental, Trump enveredou por uma colossal girândola de disparates, declarando-se rejuvenescido, vencedor do vírus, cheio de razão e prometendo a toda a gente a droga milagrosa a título gratuito. aliás, vai fazer prova disso sujeitando-se a novo teste em direto e ao vivo no Tucker Carlson Toninght da Fox News onde responderá às questões de Marc Siegel, o médico especialista em Medicina Interna colaborador da estação. a Fox News, como se sabe, é das mais reacionárias do mundo e nela tem presença assídua a fina flor da extrema-direita americana. que Trump seja o que é, paciência. o problema é saber como é possível ter a legião de seguidores que tem. se não houver capacidade para entender o fenómeno e agir em conformidade, o mundo corre o risco de um destes dias acordar nos braços da pós-verdade. pior, muitos sentir-se-ão confortáveis na mentira. o que vier depois, evidentemente, será terrível. mas há uma questão de clareza mediana: tipos como Trump surgem quando muita coisa falha. por isso, talvez seja boa ideia começar a desenhar a equação por aí.


09/10/2020

 
 
 
Foto do escritor: Jorge Campos
Jorge Campos
9 de out. de 2020
1 min de leitura


A coleção Hugo Boss de 1934. Na verdade, foi ele o criador dos famosos uniformes nazis. Inclusivamente, foi membro do partido de hitler. Mas, sejamos razoáveis. Que poderia ele ter feito? Tinha de ganhar a vida e era preciso fazer funcionar a economia. Tanto assim que até criou muito emprego. É certo que muitos seus trabalhadores saíram de campos de concentração e viveram em condições um bocado estranhas. Mas, que diabo, e a produtividade? De resto, ele foi mandado em paz após a guerra. Até pediu desculpa. Eu, por acaso, acho que o contributo que deu para a competitividade e o prestígio do design de moda dispensava a humilhação.


 
 
 
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Criado por Isabel Campos 

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Ensaios, conferências, comunicações académicas, notas e artigos de opinião sobre Cultura. Sem preocupações cronológicas. Textos recentes  quando se justificar.

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Ensaios, conferências, comunicações académicas, textos de opinião. notas e folhas de sala publicados ao longo de anos. Sem preocupações cronológicas. Textos recentes quando se justificar.

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Arquivo. Princípios, descrição, reflexões e balanço da Programação de Cinema, Audiovisual e Multimédia do Porto 2001-Capital Europeia da Cultura, da qual fui o principal responsável. O lema: Pontes para o Futuro.

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Imagens do Real Imaginado (IRI) do Instituto Politécnico do Porto foi o ponto de partida para o primeiro Mestrado em Fotografia e Cinema Documental criado em Portugal. Teve início em 2006. A temática foi O Mundo. Inspirado no exemplo da Odisseia nas Imagens do Porto 2001-Capital Europeia da Cultura estabeleceu numerosas parcerias, designadamente com os departamentos culturais das embaixadas francesa e alemã, festivais e diversas universidades estrangeiras. Fiz o IRI durante 10 anos contando sempre com a colaboração de excelentes colegas. Neste segmento da Programação cabe outro tipo de iniciativas, referências aos meus filmes, conferências e outras participações. Sem preocupações cronológicas. A Odisseia na Imagens, pela sua dimensão, tem uma caixa autónoma.

Notas, textos de opinião e de reflexão sobre os media, designadamente o serviço público de televisão, publicados ao longo dos anos. Textos  de crítica da atualidade.

Textos avulsos de teor literário nunca publicados. Recuperados de arquivos há muito esquecidos. Nunca houve intenção de os dar à estampa e, o mais das vezes, são o reflexo de estados de espírito, cumplicidades ou desafios que por diversas vias me foram feitos.

Notas pessoais sobre acontecimentos históricos. Memória. Presente. Futuro.

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