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   viagem pelas imagens e palavras do      quotidiano

NDR

  • Foto do escritor: Jorge Campos
    Jorge Campos
  • 19 de nov. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 20 de nov. de 2020



este sujeito, eleito em 2010, tem vindo paulatinamente a transformar a Hungria numa ditadura da extrema-direita. já perdi a conta às revisões constitucionais que fez nesse sentido. na última, proclama-se a cristandade como matriz do estado e abre-se a porta do inferno aos incréus. ali ao lado, a Polónia não lhe fica atrás. se na Hungria manda o Fidesz, o partido de Viktor Orbán, na Polónia pontifica o PiS, o Partido da Lei e da Justiça, fundado pelos gémeos Kaczynski, obcecado com a tradição cristã, a homossexualidade, o aborto e o controle dos meios de comunicação social por norma entregues a membros do governo. estes dois países puderam fazer o caminho para a ditadura contando com a cumplicidade da União Europeia. não há outra maneira de o dizer. o Fidesz e o PiS nem sequer são membros do ID, Identidade e Democracia, o partido europeu onde pontificam, entre outros, os fascistas Le Pen e Salvini. o Fidesz integra o grupo do Partido Popular Europeu, tal como o PSD e CDS, e o PiS faz parte da Aliança dos Reformistas e Conservadores Europeus, mais radical. mas quão ténues são as diferenças entre eles! prova disso, é ter-se chegado ao que se chegou, ou seja, o veto de húngaros e polacos aos fundos para lidar com a pandemia numa altura em que eles são mais necessários do que nunca. porquê? Orbán e os seus aliados não querem a observância das regras do estado de direito como condição de acesso. tão simples quanto isso. a democracia só os atrapalha. algo de que há muito se sabe. mas deixaram-nos andar. os resultados estão à vista. rui rio bem podia pensar duas vezes e fazer rewind até àquele dia em que o CDS quis chamar Orbán à pedra no Parlamento Europeu e ele lavou as mãos. o homem é incorrigível. provam-no os factos recentes. e a tola entrevista que deu à TVI.



 
 
 
  • Foto do escritor: Jorge Campos
    Jorge Campos
  • 19 de nov. de 2020
  • 1 min de leitura

"And Still We Rise (Solidarity)," Eddie Schrieffer.

2018 foi o ano em que dei por terminada a minha participação cívica enquanto deputado independente pelo bloco de esquerda. agradeço ao bloco a oportunidade que me deu. foi bom ter podido dar um modesto contributo para parar o empobrecimento do país e reverter medidas cujas únicas consequências seriam agravar o fosso entre ricos e pobres e continuar a fazer de portugal um minúsculo e irrelevante satélite de um sistema financeiro prestes a colocar o mundo à beira do abismo. aumentos de salários e pensões, redução nos custos da energia, manuais escolares gratuitos e tantas outras medidas poderão ser pouco e são. mas estamos hoje melhor do que estávamos e estaríamos, tivesse a paranóia autoritária e neoliberal tomado o freio nos dentes. há muito, muitíssimo, a fazer, designadamente quanto ao músculo da democracia que são os serviços públicos. e o mundo passa por uma deriva populista da qual emergem afloramentos fascistas um pouco por todo o lado. cá estarei para o que der e vier. com o bloco e com todos aqueles, cá dentro e lá fora, conscientes da necessidade de evitar o retrocesso civilizacional. contem comigo.


31/12/2018

 
 
 
  • Foto do escritor: Jorge Campos
    Jorge Campos
  • 19 de nov. de 2020
  • 1 min de leitura


o ano de 2018 também deu para acrescentar alguns zeros à direita. o que se segue é dito sem malícia. o psd inaugurou uma fase multiplicada da alegoria de césar e bruto. facadas nas costas com notícias postas a circular uns contra os outros. santana saltou fora e ainda ninguém percebeu o que é a sua aliança. o ventura de loures quer a esterilização dos pedófilos, colou à extrema-direita e arranjou uma coisa chamada chega! cuja primeira iniciativa foi apelar ao mirabolante parar portugal. no grupo parlamentar fazem emboscadas uns aos outros e rio, apesar de tudo o menos insensato, não tem por onde desaguar. depois há o cds. aqui a situação é mais transparente porque o pensamento político dominante tem a espessura de uma folha de papel. está tudo mal e pronto. ouçam lá, amigos das agremiações da direita. não se ponham a pau e não tarda, em desespero de causa, andam todos de braço dado com a escória que há-de alimentar o partido do ex-companheiro ventura. cuidem-se. e bom ano.


31/12/2018

 
 
 
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Ensaios, conferências, comunicações académicas, notas e artigos de opinião sobre Cultura. Sem preocupações cronológicas. Textos recentes  quando se justificar.

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Textos avulsos de teor literário nunca publicados. Recuperados de arquivos há muito esquecidos. Nunca houve intenção de os dar à estampa e, o mais das vezes, são o reflexo de estados de espírito, cumplicidades ou desafios que por diversas vias me foram feitos.

Imagens do Real Imaginado (IRI) do Instituto Politécnico do Porto foi o ponto de partida para o primeiro Mestrado em Fotografia e Cinema Documental criado em Portugal. Teve início em 2006. A temática foi O Mundo. Inspirado no exemplo da Odisseia nas Imagens do Porto 2001-Capital Europeia da Cultura estabeleceu numerosas parcerias, designadamente com os departamentos culturais das embaixadas francesa e alemã, festivais e diversas universidades estrangeiras. Fiz o IRI durante 10 anos contando sempre com a colaboração de excelentes colegas. Neste segmento da Programação cabe outro tipo de iniciativas, referências aos meus filmes, conferências e outras participações. Sem preocupações cronológicas. A Odisseia na Imagens, pela sua dimensão, tem uma caixa autónoma.

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